CRAJE

Clube de Radioamadores de Joinville

Radioamadorismo

2222222

Defesa Civil

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28 de fevereiro de 2011

Diplomas, Concursos e Expedições... o que são?

Vez por outra vemos dois radiomamadores comentando algo sobre uma expedição sendo ativada ou a conquista de um diploma ou ainda se o outro irá articipar de determinado concurso.
Mas... O que significa isso? Como funciona? Quem pode participar?



Vejamos...
O ser humano é um ser competitivo por natureza. Inicialmente era uma questão de sobrevivência, mas hoje competimos por "esporte". Mais importante que vencer é poder participar de uma competição. Mais importante que possuir uma medalha são as lembranças dos esforços para a conquista.
E no radioamadorismo isso não é diferente. Desde que os radioamadores começaram a sua busca por falar com um número cada vez maior de outros radioamadores ou falar com radioamadores cada vez mais distantes, aos poucos  se estabeleceram os parâmetros de uma competição. 
Vamos conhecer um pouco dos aspectos gerais dos Diplomas, Concursos e das Expedições.

Diplomas
Os Diplomas servem basicamente para comprovar que o radioamador conseguir atingir algum objetivo específico, cujas regras variam de Diploma para Diploma.
As mais comuns podem estabelecer um número mínimo de países (como o DXCC), Ilhas (como o IOTA ou o DIB), Fortalezas Históricas Brasileiras (DFH), ou outros requisitos.
Podem ainda estabelecer modos (fonia, CW, digitais, ...), bandas ou faixas, ou um conjunto destes dados. Neste caso um Diploma é uma competição pessoal, em que o radioamador tenta "se superar" e atingir os objetivos propostos.

Outro tipo de Diploma são os comemorativos, que são  "lançados" em ocasiões especiais, ou para marcar algum feito ou data. Muitas vezes basta apenas um contato com o(s) organizador(es) para fazer juz ao mesmo. A essência deste tipo de Diploma é marcar a participação do radioamador na comemoração ou na homenagem.

Na página do CRAJE estão sendo divulgados alguns diplomas e  os links para os organizadores dos mesmos para que se possa saber sobre eles.

Concursos
Quem consegue estabelecer mais contatos? Quem "fala" mais longe? Quem opera em mais modos? Essa é a tônica dos concursos.
Assim, durante um determinado período (a maior parte dos concursos acontece durante um final de semana) cada radioamador deve tentar estabelecer o maior número possível de contatos dentro das regras estabelecidas para cada concurso.
Para pontuar normalmente utilizamos multiplicadores, sendo o mais comum aquele que privilegia a distância entre os contatos. Isto faz com que não basta um grande número de contatos se os multiplicadores são "baixos". Da mesma forma poucos contatos com multiplicadores altos não garantem uma boa "colocação". O radioamador tem que pensar e planejar sua estratégia, sua tática. Um bom exemplo de concurso é o CQMM DX CONTEST que é um concurso mundial, somente em CW e organizado pelo Grupo de CW deJuiz de Fora.
E claro que não poderíamos de citar o nosso JOTA, o Jamboree no Ar. Além de ser o maior concurso radioamador do mundo, envolvendo cerca de 500.000 participantes (entre escoteiros radioescoteiros e radioamadores) é também uma grande confraternização (como deve ser sempre o espírito de um Jamboree). "Funcionando" apenas um final de semana (sempre o 3º de outubro), apenas em fonia e com multilicadores que privilegiam a distância, é organizado pela Organização Mundial do Movimento Escoteiro e no Brasil pela UEB (União dos Escoteiros do Brasil). Neste BLOG já postamos uma matéria sobre o JOTA, mas você pode saber mais e acompanhar no site do radioescotismo ou do próprio JOTA.

Expedições
Você já deve ter ouvido falar nos Penedos de São Pedro e São Paulo, não é verdade? E você sabia que para fins do Diploma DXCC eles valem como "um país"? Mas se ninguém "mora" lá, como farei contato com um radiomamdor para poder "faturar esta figurinha"?
Neste e em outros casos, em que determinadas localidades não tem radioamadores legalmente licenciados ou cuja operação seja "inóspita" ou difícil, os radioamadores organizam expedições DX. Cuidadosamente planejadas e amplamente divulgadas na internet e em diversas listas e grupos de discussões, as expedições pretendem possibilitar aos radioamadores contatos com localidades (países ou entidades) que de outra forma não seriam possíveis.
Além do DXCC podemos citar o "Fim de Semana de Faróis Sul-Americanos" em que radioamadores organizam expedições para operar faróis (que normalmente não são ocupados) que possibilitam aos radioamadores a obternção de Diplomas relativos aos mesmos.
É extremamente importante observar quem é o "manager" e quais são as regras da expedição, pois nestas ocasiões os radioamadores que a organizam tentarão atender centenas (muitas vezes milhares) de radioamadores em poucas horas de operação, em condições desconfortaveis e de maneira voluntária. Tudo em nome de um ideal de fraternidade e união.

Seja um Concurso, um Diploma ou o simples desejo de "bater um papo" no rádio, o importante mesmo é não deixar a "válvula esfriar" e "manter a RF no ar"...

26 de fevereiro de 2011

Conhecendo o Cartão QSL.

Segundo o "código Q", QSL significa "Pode acusar recebimento? ou Acuso recebimento". Na gíria radioamadora. QSL significa "confirmo, ok, de acordo, ...".

Assim, é com o cartão QSL que comprovamos e confirmamos um contato realizado. Ele será enviando sempre que trabalhamos pela primeira vez uma determinada estação (indicativo).

O Cartão QSL é ainda necessário quando em concursos, contestes e diplomas precisamos comprovar que "trabalhamos" países/estados/regiões ou quantidades de contatos.

Mas... como é esse cartão QSL? Que dados são importantes?


Observando os cartões podemos destacar alguns itens importantes:
  • Tamanho: O tamanho padrão do cartão QSL é 140 mm de largura por 90 mm de altura. Este tamanho é o recomendado pela IARU e aceito pelas diversas associações radioamadoras do mundo inteiro. Com este tamanho você, além de ter espaço para todos os dados necessários, ainda pode ter um bom aproveitamento do espaço no papel na hora da impressão, o que significa que o preço fica "melhor".
  • Faces: Uma ou duas faces. Não importa muito, desde que seus dados caibam no cartão e estejam legíveis e compreensíveis.
  • Gramatura: Não existe um padrão, mas normalmente a gramatura dos cartões variam entre 180 e 250gr. Um cartão mais fino ficará muito "frágil". E um cartão mais grosso poderá dar a impressão de algo "grosseiro", além de ter um custo de impressão muito maior.
  • Cores e Imagens: Tanto faz... o importante é lembrar que É O SEU CARTÃO. Ele dirá ao mundo QUEM É VOCÊ. Por isso uma boa escolha de imagens de fundo, assim como a combinação adequada de cores pode significar a diferença de um bonito cartão e de um cartão "poluído". Normalmente quando temos um cartão de duas faces, deixamos as cores para a face da frente, com uma bonita imagem (não obrigatória) de fundo. E no verso trabalhamos apenas com preto, ou com tons de preto/cinza.
E quanto aos campos? Vamos ver alguns campos importantes que podem (devem) constar:
  • From: Quem está enviando o cartão? VOCÊ. Aqui vai seu indicativo, com nome, endereço, e-mail, ... enfim, os dados que lhe identificam.
  • To: O indicativo que você "trabalhou". O Radioamador que vai receber seu cartão.
  • QTH: Seu endereço, ou dados do local de onde você está operando.
  • Manager: É aquele que gerencia o trâmite dos cartões QSL de um determinado indicativo. No Brasil, por exemplo, a LABRE faz o serviço de BUREAU de QSL para seus associados .
  • RIG: Indentifica o seu equipamento.
  • Ant: A sua antena.
  • Pwr: A potência com a qual você trabalhou aquele contato.
  • Date: A data do contato. Preferencialmente indicando se é Dia/Mês/Ano (lembre-se que em muitos países 03/02/10 significa que é dia 02 de março e não 03 de fevereiro).
  • 2Way: O modo em que foi trabalhado o contato. Pode ser SSB, AM, FM, RTTY, CW ou qualquer outro modo permitido e autorizado.
  • MHz: A frequência (em MHz). Em alguns casos não indicamos a frequência, mas apenas a banda (ou faixa), por exemplo 40 m.
  • UTC: A hora do contato. Usamos a hora universal (meridiano ZERO como referência) e não a hora local. No Brasil somamos 3 horas.
  • RST: Qualificação do sinal. Aqui você tem um explicatiivo sobre este código.
  • PSE / TNX: PSE significa PLEASE SEND, ou seja, você está enviando um cartão e pede outro em resposta. TNX significa THANKS, ou seja, você agradece um cartão recebido e remete o seu como resposta.
E como eu mando meu cartão?
Existem várias maneiras de se mandar um cartão QSL.
  • A primeira é via bureau ou manager. Bureau ou manager é a instituiçao ou a pessoa encarregada de receber e triar e distribuir os cartões de uma determinada localidade, ou operação. Por exemplo, no Brasil temos a LABRE como nosso bureau de QSL. Os associados da LABRE entregam seus cartões ao representante de seu município ou região, qe os repassa à LABRE estadual que os reencaminha à LABRE nacional. De lá os cartões fazem o caminho inverso até o destino. No caso de cartões de/para o exterior, as entidades/associações de radioamadores de cada país tem uma sistemática semelhante. No caso de expedições/operações é comum termos uma pessoa que controla o recebimento dos QSL, confirma o contato e providencia a resposta; este é o manager.
  • Outra opçao de envio é via postal (correios). Para isto temos que saber o endereço fisico de nosso contato. Uma busca no QRZ.com ou no HAMBRASIL é um bom começo. Neste caso a sistemática é a de uma carta comum. No Brasil, desde que a gramatura do cartão não seja exagerada, podemos despachar nossos QSL ao custo de uma "carta social" (R$ 0,01). É importante observar que em muitas expedições e/ou operações há uma regra de que os cartões devem ser acompanhados de um envelope selado (e já pré-endereçado) ou acompanhados de um IRC (International Reply Coupon) – Cupom-Resposta Internacional (o IRC é um retângulo de papel, de 10,5 x 7,5 cm , escrito em francês, inglês, espanhol, alemão, árabe, chinês e russo, sem nenhum valor impresso, que é enviado junto com uma correspondência a um dos países componentes da UPU (União Postal Universal) e que permite ao destinatário que o receba, o troque na agência postal pela selagem de uma carta simples para efetuar a resposta). O IRC é comprado nas agências dos Correios, mas se você chegar pedindo IRC, raríssimos funcionários irão saber o que você está querendo, pois nos correios eles são chamados "Coupon Réponse" ( do francês Cupom Resposta) (Valor hoje: R$ 5,60 - site correios ).
  • A terceira opção é o envio "eletrônico" do cartao QSL. Existem hoje algumas formas de mandar seu cartão via internet, como e-QSL ou LOTW por exemplo. Embora mais práticos, não são aceitos universalmente, cada sistema não "fala" com os demais e não tem a mesma "magia" dos cartões físicos. Sobre o LOTW e o e-QSL falaremos em outra ocasião.

Finalmente, algumas regrinhas básicas quando o assunto é Cartão QSL :
  • Nunca deixe de responder (enviar um cartão de resposta) quando receber um.
  • Nunca mande um cartão QSL sujo ou amassado.
  • Sempre preencha o cartão QSL de forma legível, preferencialmente com letras de forma.
  • Nunca deixe de "pagar" um QSL de um radioescuta. Em muitos países, um determinado número de cartões destes são necessários para a obtenção da Licença de Radioamador.
  • Certifique-se de que está remetendo o cartão para o Manager correto.
  • Se desejar pressa no recebimento de um determinado QSL mande o seu via correios, mas não esqueça de encaminhar junto alguns IRC para que o colega possa mandar e cartão dele também pelo correio .

25 de fevereiro de 2011

MIGRAÇÃO DE COER CLASSE D PARA C

Atenção: O prazo para migração de COER classe D para C foi prorrogado até o dia 01/12/2011, em conformidade com a Resolução n.º 541/2010.

ALTERAÇÃO do NOME, CPF ou SEDE/DOMICÍLIO
A ALTERAÇÃO de NOME, CPF ou UF de SEDE/DOMICÍLIO deve ser a PRIMEIRA OPERAÇÃO, caso contrário será necessário licenciar novamente as estações para efetuar a alteração, com a geração das respectivas taxas.Atenção:
As estações existentes classe D não podem ser excluídas no SCRA, senão a solicitação será considerada como inclusão de nova estação classe C, com cobrança de TFI, ao invés de migração de classe somente com cobrança do preço de serviço administrativo! É necessário concluir ou cancelar TODOS os movimentos de estações pendentes ANTES de iniciar o processo de migração de classe.
Obedeça a seguinte ORDEM:

  1. Correção de NOME/CPF no SEC (se necessário)
  2. Alteração da UF de SEDE/DOMICÍLIO no SEC (se necessário)
  3. MIGRAÇÃO DE COER no SEC, pela opção:
    • SEC > Certificado > Migrar COER classe D para C
  4. Certificação da alteração, com emissão do BOLETO, pela opção:
    • SEC > Certificado > Certificar
  5. MIGRAÇÃO DE INDICATIVO no SCRA, pela opção:
    • SCRA > Estação > Migrar indicativo classe D para C
  6. Licenciamento das estações, pelas opções:
    • SCRA > Movimento > Transferir
    • SCRA > Estação > Licenciar
Importante:
Obedeça a sequência descrita acima. Caso contrário, será necessário concluir os movimentos, com o LICENCIAMENTO DAS ESTAÇÕES atuais, para somente depois efetuar a migração de classe e novamente o processo de VALIDAÇÃO E LICENCIAMENTO DAS ESTAÇÕES, com o devido procedimento de cancelamento de indébitos ao final.

ALTERAÇÃO DO INDICATIVO
Obedeça a seguinte ORDEM:
  1. Alteração de Indicativo na opção ESTAÇÃO > ALTERAR INDICATIVO (não há como desfazer a alteração, nem cancelar movimento).
  2. Alteração da estação/endereço (se necessário) na opção ESTAÇÃO > ALTERAR.
  3. Transferir movimento.
  4. Licenciamento das estações.
Caso contrário, será necessário concluir os movimentos, com o LICENCIAMENTO DAS ESTAÇÕES atuais, para somente depois efetuar a alteração do indicativo e novamente o processo de LICENCIAMENTO DAS ESTAÇÕES, com o devido procedimento de cancelamento de débitos ao final.


Link do site da ANATEL : https://sistemas.anatel.gov.br/scra

24 de fevereiro de 2011

O que são Bandas, Faixas de Freqúência e Comprimento de Onda?

Muitas vezes, ao escutar uma conversa entre dois radioamadores vamos ouvir algo do tipo: “ontem falei com fulano em 7.055” e o outro pode responder “quase não escutei, por que para mim tinha muita QRM nos 40”.

O que significam estes números? 7.055? 40 metros? São a mesma coisa? E como eles se relacionam?
Comecemos do básico.

Todas as ondas de rádio (ondas eletromagnéticas) viajam à velocidade da luz e são comumente identificada por um valor determinado, conhecido como freqüência. Freqüência é o número de ciclos (ou ondas) que ocorrem num tempo padronizado em 1 segundo.

Por convenção internacional a unidade de medida de freqüência é Hertz (Hz). Esta unidade de medida admite os seguintes múltiplos:

    * KHz : Kilo Hertz = 1.000 Hz
    * MHz : Mega Hertz = 1.000.000 Hz
    * GHz : Giga Hertz = 1.000.000.000 Hz
Assim, uma freqüência de 7,055 MHz equivale a 7055 KHz.

Já o comprimento (l ) de uma determinada onda é medido em metros (m) e seu valor é obtido através de uma relação entre a velocidade da luz e a freqüência. Simplificando podemos obter o valor do comprimento de onda dividindo 300 pelo valor da freqüência em MHz (l = 300 / f (MHz)). Assim uma freqüência de 150.000 KHz (ou 150 MHz) terá um comprimento de onda de 2 metros. No caso de ondas cujo comprimento seja menor do que 1 metro usaremos como unidade de medida o centímetro (cm).

Outra divisão importante diz respeito à primeira divisão que faremos no espectro de rádio freqüências, as bandas. Assim o espectro é dividido nas seguintes “bandas”:

    * de 3 KHz a 30 KHz : VLF (Very Low Frequency)
    * de 30 KHz a 300 KHz : LF (Low Frequency)
    * de 300 KHz a 3000 KHz : MF (Medium Frequency)
    * de 3 MHz a 30 MHz : HF (High Frequency)
    * de 30 MHz a 300 MHz : VHF (Very High Frequency)
    * de 300 MHz a 3000 MHz : UHF (Ultra High Frequency)
    * de 3 GHz a 30 GHz : SHF (Super High Frequency)
    * de 30 GHz a 300 GHz : EHF (Extremely High Frequency)

À partir dos dados apresentados acima podemos separar as bandas em várias faixas que recebem o nome de acordo com o comprimento de onda médio apenas para facilitar a identificação. Vejamos então quais bandas e faixas são utilizadas pelos radioamadores:

    * MF
          o 160 m - 1800 kHz a 1850 kHz
    * HF
          o 80 m - 3500 kHz a 3800 kHz
          o 40 m - 7000 kHz a 7300 kHz
          o 30 m - 10138 kHz a 10150 kHz
          o 20 m - 14000 kHz a 14350 kHz
          o 17 m - 18068 kHz a 18168 kHz
          o 15 m - 21000 kHz a 21300 kHz
          o 14 m - 21150 kHz a 21450 kHz
          o 12 m - 24890 kHz a 24990 kHz
          o 10 m - 28000 kHz a 29700 kHz
    * VHF  
          o 6 m - 50 MHz a 54 MHz
          o 2 m - 144 MHz a 148 MHz
          o 1,3 m - 220 MHz a 225 MHz
    * UHF
          o 70 cm - 430 MHz a 440 MHz
          o 33 cm - 902 MHz a 907,5 MHz e 915 MHz a 928 MHz
          o 23 cm - 1240 MHz a 1300 MHz
          o 13 cm - 2300 MHz a 2450 MHz
    * SHF
          o 9 cm - 3300 MHz a 3600 MHz
          o 5 cm - 5650 MHz a 5925 MHz
          o 3 cm - 10 GHz a 10,50 GHz

Respondendo agora as perguntas iniciais:

>> O que significam estes números? 7.055? 40 metros? – Entendemos que se trata da FREQÜÊNCIA de 7055 KHz (ou 7,055 MHz) e ainda se refere ao comprimento de uma onda, cuja freqüência varia (em termos radioamadores) de 7000 kHz a 7300 kHz.
>> São a mesma coisa? E como eles se relacionam?  – Não. Embora a freqüência de 7055 KHz esteja dentro da banda de HF e na sub-faixa de 40 metros. Estes números estão relacionados porém não significam necessariamente a mesma coisa. Naquela conversa (hipotética) eles indicam que o primeiro radioamador estava operando em uma freqüência específica e que o segundo não conseguiu operar em toda a faixa (aí incluída a freqüência mencionada) devido a fortes interferência (QRM – código Q lembra?).

23 de fevereiro de 2011

Existe um “catálogo” de Radioamadores?


Não... e... Sim...

Não... Não existe um “catálogo” de radioamadores. Pelo menos não da mesma maneira como estamos acostumados com um catálogo telefônico. E isto acontece por várias razões, mas a principal é o dinamismo com que diariamente são habilitados novos radioamadores em várias partes do mundo. Assim, poucas horas depois de lançado (se existisse) o “catálogo” já estaria desatualizado. Da mesma forma de um catálogo de e-mails ou de endereços na internet.

Sim... Porém, os radioamadores sempre sentiram a necessidade de buscar mais informações sobre a pessoa com quem está mantendo um contato do outro lado da comunicação. E a internet veio ajudar nesta tarefa.

Podemos localizar os dados de um radioamador de várias formas, e aqui vamos abordar as três mais comuns para o radioamador brasileiro.

1 - ANATEL

A ANATEL mantém um banco de dados de todos os radioamadores nacionais, bem como dos indicativos atribuídos a pessoas jurídicas (veja a Resolução 449/2006 para saber “quais” pessoas jurídicas podem ter indicativos) e que pode ser acessado no seguinte endereço WEB: http://sistemas.anatel.gov.br/easp/. Este banco de dados tem as informações mais básicas, porém é o mais completo e confiável (em termos de Brasil) uma vez que basta a ANATEL habilitar uma determinada estação para que seus dados estejam lá disponíveis.

2 - QRZ.com
O site QRZ.com (http://www.qrz.com) mantém um grande banco de dados de radioamadores do mundo inteiro. Para constar deste banco, basta o radioamador se cadastrar no site e em seguida “subir” seus dados, comentários, fotos e imagens. Além disso, o radioamador pode também registrar lá seus contatos (em um log). O QRZ.com é uma referência em termos de dados de radioamadores.

3 - Hambrasil

O site Hambrasil (
http://www.hambrasil.com.br) é mantido pelo radioamador PY5GW e é bastante completo. Funciona de maneira similar ao QRZ.com, mas em suas buscas pode mostrar, além dos dados de uma estação cadastradas em seu próprio banco de dados, aqueles cadastrados no QRZ.com e ainda os constantes no banco de dados da ANATEL.

Preparando sua Estação para uma Rádio Emergência


Diante de uma emergência o radioamador pode atuar de duas formas:
  1. Operando sua estação ou de seu clube/associação no QTH ou
  2. Montando sua estação "no campo" (no local da emergência).
Cada uma destas opções requer cuidados diferenciados e que devem ser observados, para que a atuação do radioamador seja efetiva. Da mesma forma, deve-se agir ANTECIPADAMENTE no sentido de ter uma estação adequada para uso em emergência. Soluções apressadas e tomadas de forma intempestiva não garantem um bom resultado.

O que vamos abordar aqui são apenas algumas considerações que não esgotam o assunto e nem pretendem ser definitivas. Devem servir mais como um guia, que complementará a experiência pessoal de cada radioamador, e fomentará o debate. Para que sua estação (ou de seu Grupo Escoteiro) esteja realmente pronta para uma operação em emergência, algumas questões deve ser levantadas e adequadamente respondidas:

Como está a minha disponibilidade de fornecimento de energia para meus equipamentos? Existem fontes alternativas?
Quantas fontes de alimentação possuo e qual a capacidade de fornecimento de corrente delas, assim como seu estado geral, são itens que deve ser levados em conta e ser de imediato conhecimento.

Se não possuo uma fonte de "backup" posso ter uma fonte de emergência usando uma bateria comum de automóvel. A existência dessas fontes "reserva" possibilitará maior autonomia da minha estação. Podemos usar ainda outras fontes, tais como ENERGIA EÓLICA, SOLAR ou mesmo GERADORES (que são mais comuns). No caso dos geradores devemos atentar ainda para a questão do combustível.

Importante ainda é que tenhamos conhecimento do consumo de corrente elétrica necessário para o funcionamento de meus equipamentos. Esta informação definirá a autonomia da minha estação (tempo de funcionamento) no caso do uso de baterias ou geradores.

Como estão minhas antenas? E o cabeamento?
Todo radioamador sabe que o ponto fraco de nossas estações é a dupla antena/cabeamento. Em uma emergência podemos até mesmo improvisar e montar antenas "de fortuna". Mas esta não é a situação ideal. Conhecer as minhas antenas, suas limitações, e suas características é de suma importância em uma emergência.

Outra informação importante diz respeito a faixa de operação em que a minha antena trabalha. Ela é adequada ao plano de freqüências previsto para a operação em emergência? No caso de uma operação em HF, meu transceptor tem um “acoplador de antena” interno ou eu possuo um “externo” em perfeitas condições de uso?

E se pretendo montar uma base de operações fora do meu QTH devo pensar ainda sobre o deslocamento das antenas e sua instalação. O local de operações oferece as condições necessárias para a instalação das antenas?

E de nada adianta um bom conjunto de antenas e todas as condições anteriores satisfeitas, se para uma emergência eu guardei todas as sobras de cabo da última reforma do shack... Aqueles cabos oxidados, com conectores velhos e não confiáveis, que não mais me serviam. E aqui a lógica é simples: se tais cabos não me atendiam mais no “dia-a-dia”, poderei confiar neles numa EMERGÊNCIA? Cabos, conectores e adaptadores de reserva e em boas condições podem (e vão) fazer toda a diferença.

Qual o Plano de Frequência de Emergência da minha região?
Bombeiros, Polícia, Estrada, Serviço Marítimo e Aeronáutico, cada um destes serviços tem suas próprias sub-faixas no espectro de freqüências. Em uma EMERGÊNCIA, desde que “necessário, convocado e autorizado” (e claro, se o seu equipamento permitir) poderá o radioamador operar nestas sub-faixas.

Uma vez que os radioamadores podem "corujar" estas sub-faixas (mas não podem interferir, interagir ou divulgar o que ouvir) é um bom hábito a escuta, para que se vá acostumando com o linguajar de cada serviço.

Quem coordena as Emergências Rádio da minha região?
Se existe e quem é o coordenador da RENER em meu Estado, ou Município? Quem são meus contatos na REER do meu Estado e na COMDEC de minha cidade? Perguntas simples, mas que numa emergência serão extremanente úteis. Conhecendo estas pessoas, radioamadores como nós, teremos acesso a cursos, exercícios e passaremos a trabalhar em equipe, ao invés de isoladamente.

Outro fator importante é saber a quem vamos nos dirigir e a quem vamos oferecer apoio. Se há um Coordenador da RENER, nos níveis municipal ou estadual, normalmente ele estará operando já dentro da estrutura do “Comando” da ação. Ele saberá onde é mais importante um novo apoio e que tipo de apoio de rádio comunicações é mais importante a cada momento.

Conheço as repetidoras que atendem minha região?
Alcance, zonas de sombra, características, mantenedores, são de conhecimento obrigatório. Se possível conhecer as coordenadas para poder auxiliar em uma eventual manutenção.


As repetidoras, em ações de emergência, são utilizadas para todo o trafego de comunicações relativo ao evento. Assim, deve-se deixar a repetidora livre para o trafego de emergência, já é uma pequena ação importante para o bom andamento e ajuda na imagem de responsabilidade que temos que apresentar.

Estado Físico e Psicológico.
Saber das minhas REAIS condições físicas e psicológicas é de extrema importância, principalmente se tivermos que nos deslocar para a montagem de uma base de rádio em um local afastado do QTH ou com poucas (por vezes quase nenhuma) infra-estrutura de apoio.

Devemos nos preparar para, por vezes, longas jornadas à frente do rádio. Para isso respeitar os momentos de descanso, uma boa alimentação e buscar alguém para um revezamento serão atitudes de crucial importância.


Devemos nos lembrar de que a nossa missão em ações de emergência é manter a estrutura de comunicações ativa, mesmo que todas as demais formas de comunicação falhem. E não poderemos cumprir com este objetivo se estivermos física e psicologicamente esgotados e debilitados.

Habilidades específicas.
Muitas vezes, em emergências, não basta ser radioamador. "Quem está no fogo é para se queimar". E aqui não é diferente.

Pode ser que, dependendo da situação, outras habilidades, conhecimentos, experiências ou potencialidades sejam requeridas. Assim, ter isso bem claro para nós mesmo e para quem coordena o trabalho pode ser uma informação extremamente útil. E fazer a diferença em um momento específico.

Mas isto não significa que devemos assumir ou buscar novos desafios e responsabilidades que outros podem cumprir. Lembremos que nossa missão deve estar em primeiro lugar.

22 de fevereiro de 2011

QSO? QTH? QSP? O que significam estes códigos?


Quando os praticantes de determinado esporte, hobbie ou atividade se reúnem é normal o surgimento de gírias ou expressões que facilitam e padronizam as comunicações.
Não é assim com os escoteiros? Fale em IBOA, Jamboree, JOTA, Acantonamento, e por aí afora... sem esforço, qualquer escoteiro saberá do que estamos falando.

Da mesma forma acontece com as comunicações via rádio.
Ao longo do tempo foram sendo estabelecidos códigos para facilitar e agilizar as comunicações. Facilitar por que podemos estar falando com radioamadores de várias partes do mundo e línguas/sotaques diferentes, somados aos ruídos próprios da comunicação via rádio, podem ser um complicador para uma boa conversa. E agilizar, por que se vamos usar o CW (or exemplo) o estabelecimento de códigos permite que em poucas letras eu solicite/transmita uma determinada informação.


Os códigos mais comuns e utilizados são:
1 – Código Fonético Internacional;
2 – Código Numérico; e
3 – Código “Q”.

Vamos à eles:

1 - O Código Fonético Internacional é usado indistintivamente por radioamadores, militares, bombeiros, socorristas, aeronautas e muitos outros. Ele dá um “nome” a cada letra e não admite traduções ou adaptações. Este é o Código Fonético Internacional:
A
ALFA
AL FA
B
BRAVO
BRA VO
C
CHARLIE
CHA RLIE
D
DELTA
DEL TA
E
ECHO
E CO
F
FOXTROT
FOX TROT
G
GOLF
GO LF
H
HOTEL
HO TEL
I
INDIA
IN DIA
J
JULIET
JU LIET
K
KILO
KI LO
L
LIMA
LI MA
M
MIKE
MAI K
N
NOVEMBER
NO VEM BER
O
OSCAR
OS CAR
P
PAPA
PA PA
Q
QUEBEC
QUE BEK
R
ROMEU
RO MEO
S
SIERRA
SI E RRA
T
TANGO
TAN GO
U
UNIFORME
IU NIFORME
V
VICTOR
VIC TOR
W
WISKEY
UIS QUI
X
X-RAY
EX REI
Y
YANKEE
IAN QUI
Z
ZULU
ZU LU
As sílabas destacadas são as Tônicas

2 – Já para o Código Numérico temos duas versões, uma usada normalmente no Brasil e outra em comunicados internacionais:
N.º ou Sinal
Nacional
Internacional
Soletrando
Palavra-Código
Pronúncia
0
ZERO de Negativo
Nadazero
NA-DA-SI-RO
1
UM de Primeiro
Unaone
U-NA-UAM
2
DOIS de Segundo
Bossotwo
BI-SO-TU
3
TRÊS de Terceiro
Terrathree
TE-RA-TRI
4
QUATRO de Quarto
Kartefour
KAR-TE-FOR
5
CINCO de Quinto
Pantafive
PAN-TA-FAIF
6
SEIS de Sexto
Soxisix
SOK-SI-SIX
7
SETE de Sétimo
Setteseven
SE-TE-SEVEN
8
OITO de Oitavo
Oktoieght
OK-TO-EIT
9
NOVE de Nono
Novenine
NO-VE-NAIN
Ponto Decimal
---
Decimal
DE-CI-MAL
Cada sílaba deverá ser igualmente acentuada

3 – O Código “Q” tem 3 “seções”: Os códigos Q compreendidos entre QAA e QNZ são reservados para uso aeronáutico; de QOA a QOZ para uso marítimo; e de QRA a QUZ para todos os serviços (incluindo aqui o Serviço de Radioamador). Os mais comuns são:

PERGUNTA / RESPOSTA
QRA
Qual é o nome de sua estação?
O nome de minha estação é ...
QRG
Qual é a minha freqüência exata (ou freqüência exata ... MHz) de ...?
Sua freqüência exata (ou freqüência exata de ...) é ... MHz (ou ... MHz)
QRK
Qual a clareza dos meus sinais (ou de ...)?
A clareza dos seus sinais (ou dos sinais de ...) é:
1 – ruim / 2 – pobre / 3 – razoável / 4 – boa / 5 - excelente
QRL
Você está ocupado?
Estou ocupado (ou estou ocupado com ...). Favor não interferir
QRM
Está sendo interferido?
Sofro interferência:
1 – nula / 2 – moderada / 3 – ligeira / 4 – severa / 5 – extrema
QRN
Está sendo perturbado por estática?
Estou sendo perturbado por estática:
1 – não / 2 – ligeiramente / 3 – moderadamente / 4 – severamente / 5 - extrema
QRO
Devo aumentar a potência do transmissor?
Aumente a potência do transmissor
QRP
Devo diminuir a potência do transmissor?
Diminua a potência do transmissor
QRT
Devo cessar a transmissão?
Cesse a transmissão
QRV
Está preparado?
Estou preparado
QRX
Quando me chamará novamente?
Eu o chamarei novamente às ... horas, em ... KHz (ou ... MHz)
QRZ
Quem está me chamando?
Você esta sendo chamado por ... (em ... KHz (ou ... MHz)
QSA
Qual a intensidade de meus sinais (ou dos sinais de ...)?
A intensidade dos seus sinais(ou dos sinais de ...) é:
1 – fraca / 2 - apenas perceptível / 3 – boa / 4 – satisfatória / 5 - ótima
QSJ
Qual a taxa a ser cobrada para ... incluindo sua taxa interna?
A taxa a ser cobrada para ... incluindo minha taxa interna, é ... francos
QSL
Pode acusar recebimento?
Acuso recebimento
QSO
Pode comunicar-se diretamente (ou por retransmissão) com ...?
Posso comunicar-me diretamente (ou intermédio de ...) por intermédio de ...) com ...
QSP
Quer retransmitir gratuitamente?
Vou retransmitir gratuitamente a ...
QSY
Devo transmitir em outra freqüência?
Transmita em outra freqüência (ou ... KHz) (ou ... MHz)
QTC
Quantos telegramas tem para transmitir?
Tenho ... telegramas para você ...
QTH
Qual é sua posição em latitude e longitude ou de acordo com qualquer outra indicação?
Minha posição é ... de latitude ... de longitude (ou de acordo com qualquer outra indicação)
QTR
Qual a hora certa?
A hora certa é ..... horas.
QTX
Quer manter sua estação aberta para nova comunicação comigo, até que eu o avise (ou até às... horas)?
Vou manter minha estação aberta para nova comunicação com você, até que me avise (ou até às ... horas)

Para conhecer os outros códigos Q leia a apostila (link para download à direita).